A neuropsicologia do envelhecimento na neuroreabilitação




A variabilidade de desempenho entre diferentes indivíduos dentro de uma faixa etária aumenta com a idade devido a cada um desses três principais fatores (desuso, doença e envelhicimento per se) que contribuem para o declínio da idade.
A melhor defesa contra a deterioração cognitiva relacionada à idade é a prática. Neste caso, a prática dever ser vista como o que disseram os pais da neuroplasticidade: “o cérebro encolhe com o empobrecimento e cresce em um ambiente enriquecido em qualquer idade” (Diamond et al., 1971 , 1984 ; Malkasian e Diamond, 1971) e para que ele tenha uma neuroplasticidade positiva, Diamond identificou cinco aspectos essenciais que o nutre no decorrer na vida: a novidade, o desafio, o exercício físico, a dieta e o amor (Shaffer J. 2016). Portanto, a prática desses 5 aspectos tende a mitigar os efeitos do envelhecimento, não permitindo que ocorra o desuso.
Além disso, a prática pode supercompensar os efeitos da idade ao construir uma “poupança” de reserva cognitiva maior para compensar quaisquer efeitos neurobiológicos reais da idade. A prática também pode levar a estratégias compensatórias nas quais são encontradas maneiras alternativas de manter os níveis de desempenho.
Logo, qualquer melhoria na função cognitiva agrega melhorias também na qualidade de vida e bem-estar, uma vez que a literatura sugere que as medidas de variáveis não cognitivas, como humor, funcionalidade, qualidade de vida percebida, estão associadas aos efeitos de interações cognitivas.
Fontes:
Shaffer J. (2016). Neuroplasticity and Clinical Practice: Building Brain Power for Health. Frontiers in psychology, 7, 1118. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2016.01118
ZEC, R. F. The neuropsychology of aging. Experimental Gerontology, v. 30, n. 3–4, p. 431–442, maio 1995.